Eu quero contar uma história. E que por ser história em primeira pessoa, não tenho nenhum compromisso com a exatidão dos fatos, apenas possuo uma responsabilidade com a memória vivenciada por mim.
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Cartaz da exposição coletiva Integração 275 no NAC |
Os trabalhos começam a sair do círculo da UFPB. O NAC retorna a cumprir sua função primordial em ser núcleo de Arte Contemporânea que coordenada por Marta (2006-2010), começa a acontecer intervenções públicas, discussões, exposições, debates com artístas importantes como Paulo Bruski e Felipe Herenberg e parcerias com a Aliança Francesa e a Energisa através de Dyógenes.
Para terminar a composição deste ambiente, em 2009, aconteceu o encontro internacional de linguística(ABRALIN)em nossa cidade e, neste evento, fui indicado pela Professora Beliza Áurea para organizar uma exposição no local do evento (Estação Ciencia). Neste local, teríamos que dividir o espaço com um artísta de Campina Grande que estava retornando da França. Embora expondo à parte, o trabalho de Luís Barroso se integrou à exposição, que juntamente com Chico Dantas, artista da geração de 80, contribuiu para o diálogo durante o evento e para a construção da exposição coletiva.
Posso entender hoje que existe uma geração de artístas e pensadores formado neste ambiente entre 2006-2010 em João Pessoa. Como frutos desta convergência formadora, Iris Helena é selecionada no Rumos Itaú Cultural; Fabrícia Jordão já defendendo a dissertação de mestrado pela USP, amplia as discussões em torno da arte contemporânea nacional incluindo o NAC; Thais Catoira contribui com a organização da produção no NAC entre os anos 70 e 80; Elane Telles, por sua vez cria relações da cerâmica e a arte contemporânea na sua dissertação pela UFRJ; Raquel Stanick começa a despontar como curadora em projetos direcionados para centros culturais e artístas como Américo, Cris e Dani Calaço, Prince Danielle, Dani Travassos, Antonio Filho, Carlos Nunes, Geh Lima começam a produzir obras com maior densidade artística.
- Embora as obras artísticas e os artigos sejam frutos de pesquisas individuais, jamais podemos esquecer que existe um corpo formado pelo diálogo, pela troca de experiência, que envolveu todas estas ações e pessoas citadas, tendo como núcleo, Marta Penner, Secília e Dubinskas na UFPB.
Roncalli Dantas